Top 10 4 de julho

Julho 4, 2008

Muito provavelmente, sem a popularidade do cinema estadunidense (recuso-me a falar norte-americano), o 4 de julho não seria tão conhecido na esfera mundial como de fato é.

4 de julho é significado de patriotismo exacerbado, de louvação aos grandes presidentes, generais e colonizadores da “América livre”. É claro que para o ufanismo existe o contraponto da crítica, que ajuda a amenizar a histeria com o que é difundido pela cultura cinematográfica. Vide a isso exemplos de filmes como “Apocalypse Now“, “Nascido Para Matar” e “A Mulher Faz o Homem“.

Abaixo, segue lista de 10 filmes que massageiam o ego da patriotada do norte.

10º – O Resgate do Soldado Ryan ( Saving Private Ryan/Steven Spielberg)

Neste clássico de guerra, é marcante o realismo das cenas – em especial, a do desembarque das tropas nas praias da Normandia, e o maniqueísmo não é gritante, quando se retrata os soldados alemães.   Contudo, a aparição da bandeira dos EUA tremulando na cena inicial e na final traz um resquício a la “4 de julho” na obra de Spielberg. 

 

 

 

9º – O Álamo ( The Alamo/John Wayne)

John Wayne, conhecido pelo seu conservadorismo, sempre traduziu nas telas a imagem de “bom moço  defensor dos ideais de seu país ”. Na direção deste filme de 1960, John Wayne traduz o “espírito leal e corajoso” dos pioneiros, quando confronta estes com as ”malfadadas” tropas mexicanas disputando o território do Texas, antes sob o domínio mexicano.  

 

 

8º - Pearl Harbour (Pearl Harbour/ Michael Bay)

Como diria uma música do filme “Team America“: “Pearl Harbour” é uma bosta. Direção histérica de Michael Bay, um triângulo amoroso de fazer vergonha a  elenco de novela do Wolf Maia: Ben Affleck, Josh Hartnett e Kate Beckinsale.  E ainda tem o ufanismo. Ah,é, tem isso também. Mas ninguém percebe muito, porque o filme já é uma bosta antes de analisarmos esse aspecto. 

7º – Fomos Heróis ( We Were Soldiers/ Randall Wallace)

Junte Mel Gibson com o roteirista de “Coração Valente” dirigindo essa produção. Acrescente a isso uma história de bravura indômita e lealdade ao país. Eis o resultado de “Fomos Heróis”.

 

 

 

6º – Os Boinas Verdes (The Green Berets/ John Wayne)

John Wayne rema contra a maré do cinema político dos EUA dos anos 60. Neste “Os Boinas Verdes”, de 1969, ele reforça seu apoio aos EUA na impopular Guerra do Vietnã. Reforce-se a isto a procura em mostrar a supremacia militar das tropas, que, na realidade, mostrava-se combalida e frágil.

 

 

 

 

5º Força Aérea Um ( Air Force One/Wolfgang Petersen)

O presidente dos EUA, Harrison Ford, faz justiça com as próprias mãos ao salvar o avião mais seguro do mundo ( o avião presidencial), do ataque de terroristas estrangeiros. Precisa explicar o porquê deste filme ser o 5º da lista?

 

 

 

 

4º Independence Day ( Independence Day/Roland Emmerich)

O presidente dos EUA (Bill Pulmann) é, como no filme acima, a figura principal. Só que este ganha do presidente de Harrison Ford porque salva o MUNDO! E não somente um reles avião presidencial com um bucado de passageiro dentro. Cumpre reiterar que MUNDO é a mesma coisa que Estados Unidos da América nestes filmes. Parece que a única intenção dos alienígenas no filme é somente destruir a paz e a liberdade nos EUA, o resto do planeta é mera brincadeira.

 

 

 

 

3º Rambo 2 – A Missão ( Rambo 2/George P. Cosmatos)

O destemido John Rambo, na cara e na coragem, liberta um bando de prisioneiros norte-americanos no sudeste asiático, onde a cobra fuma. E tome bala nos amarelos.

 

 

 

 

 

 

2º O Patriota (The Patriot/ Roland Emerich)

Junte Mel Gibson e seu ódio pelos ingleses (vide Coração Valente) com Roland Emerich (diretor de Independence Day), na batalha pela independência norte-americana. Festival de choros, injustiças, enfim – tudo o mais que agrada aos olhos de todo bom patriota, até mesmo o título. 

 

 

1º O Nascimento de Uma Nação (The Birth of a Nation/ David W. Griffith)

Este marco do cinema, de 1915, relata a Guerra de Secessão americana sob a ótica sulista escravocrata. Destaque em especial para o vilão negro retratado no filme como um homem perverso e manipulador. D.W. Griffith, o diretor do filme, foi acusado de racismo, tanto que em sua obra seguinte: “Intolerância”, procurou amenizar as críticas. Porém, o patriotismo americano – encarnado pelo branco conservador – tem muito de influência deste filme ainda hoje.


Boa notícia

Julho 4, 2008

Eddie Murphy anuncia sua aposentadoria do cinema

(Eddie Murphy, na insuspeita década do jeans colante)

A produção cinematográfica de filmes de bicho, criança e maquiagem pesada sofreu um baque depois da notícia.


Do terrorismo – sua definição

Julho 4, 2008

Assunto da semana, como não poderia deixar de ser, é a libertação da ex-senadora Ingrid Betancourt depois de 6 anos como refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – guerrilha  “revolucionária”, de orientação marxista-leninista, atuante desde 1964 em território colombiano.

Note-se as aspas que inseri em revolucionária para posterior conteúdo a ser delineado neste post.

Revolução, nestes termos, já serviu de base para  muitos supostos grupos de libertação terem seu reconhecimento aprovado na esfera mundial. De maneira propedêutica, acho bom delimitar, observando na história dos movimentos de libertação nacional, quais de fato foram e são as organizações isentas da alcunha “terrorista” e quais as outras que pertencem a este rol.

Cumpre salientar que minha preocupação direta neste tema é a busca pela isenção ideológica, pois que a ideologia, considero eu, é a mola propulsora, em diversos casos, para a justificativa de práticas intoleráveis – seja a ideologia movida por grupos políticos, Estados nacionais ou cidadãos comuns. E disso, muitas vezes, gera incessáveis discussões de bar com os amigos. Minha função, portanto, é a de conciliar preceitos e elaborar de maneira idônea a definição de terrorismo.

Terrorismo, de acordo com definições elaboradas pelo Direito Internacional e entidades das mais variadas nações, tem duas espécies:

 - Terrorismo de Estado:  Designação utilizada para delimitar estados repressores e cerceadores de direitos e liberdades individuais. Tem como exemplo o governo provisório de Robespierre na França pós-revolução, regimes nazi-fascistas na Alemanha e Itália, o estalinismo na URSS, a ditadura comunista na China de Mao, o regime de Pol Pot no Camboja, os regimes ditatoriais na América Latina ( Argentina, Brasil, Chile, Paraguai, Cuba, República Dominicana, Haiti), o regime de Slobodan Milosevic na Iugoslávia, o regime de Saddam Hussein no Iraque, dentre outros.

- Terrorismo Organizado: Termo utilizado para designar grupos, que com o disfarçado intuito de revolucionários, implementam o terror de maneira a desestabilizar as liberdades civis e individuais de determinada nação ou Estado. Não se considera grupo terrorista aquele de libertação nacional de intuito não-agressor ou de estrita luta contra o exército de uma nação, sem atingir as populações civis. Exemplos: OLP antes da década de 80, IRA, ETA, Al-Qaeda, Hezbollah, FARCs.

Desta forma, observando-se os dois conceitos, perfaz-se uma tênue ligação entre os dois justamente porque o não-reconhecimento terrorista do grupo organizado de um contrapõe o terrorismo de Estado do outro.

Exemplo: a legalidade com que se instaurou a revolução comunista pós-Cuba ditatorial de Fulgêncio Batista (independente das posteriores consequências deste regime), os movimentos revolucionários no Brasil, Argentina e Chile contra a repressão militar (décadas de 60 e 70), o CNA (grupo armado revolucionário de Nelson Mandela contra o apartheid na África do Sul).

Eis aonde eu quero chegar pra calar os argumentos de quem defende as Farcs como grupos não-terroristas e elevar sua posição entre a dos grupos de libertação nacional validamente aprovados pela definição internacional.

Primeiro: sua história deriva da forte ligação que tem com o tráfico de drogas no qual se defere tratar-se de seu principal financiador;

 Segundo: a luta malfadada contra um Estado democrático que é a República da Colômbia, tornando a hipótese de reconhecimento deste grupo revolucionário cada vez mais remota;

e, Terceiro: O cerceamento das liberdades individuais e civis, vide exemplo de sequestros e cárcere, tendo Ingrid Betancourt como o seu símbolo.

A história traz vários exemplos de grupos revolucionários que se insurgiram com o apoio de governos de países ( vide apoio dos EUA  a grupos armados na América Latina), sem o respaldo da definição que delimita estes grupos revolucionários dentro da legalidade da definição do Direito Internacional.

O grande exemplo atual é, portanto, o das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, a qual, amparada  por diversos governos da América Latina, ainda teima em transparecer diante da ideologia canhestra e desarrazoada do socialismo, tal qual grupos revolucionários de direita ascenderam ao poder no nosso continente pelas mesmas razões.

 


29/06/1958: O dia em que deixamos de ser vira-latas

Junho 30, 2008

Eles diriam que nunca desmistificaríamos o complexo de vira-latas – tão típico de nosso brasileirismo.

Diriam ainda que, por mera nação agrícola, não teríamos direito de implementar novas diretrizes econômicas.

Afirmariam que fomos meras buchas de canhão em detrimento do formidável esquadrão da liberdade na Itália da 2º Guerra,  quando na verdade tivemos heróis de guerra capazes de completar 93 missões para as quais foram designados. 

Afirmariam que a mesma premissa valeria para o esporte.

Jamais seríamos campeões mundiais jogando um esporte bretão, feito para nobres europeus.

A verdade é que, em 1958, desenvolvemos um estilo próprio - responsável por criar a mais formidável escola futebolística de todas.

E lá, em Gotemburgo e Estocolmo, se curvaram a nosso futebol vistoso, aonde pouco importava para nós como nos defendermos, e sim, como atacarmos.

Descobriram-nos ali, e nos puseram no Mapa - não só do futebol, mas com certeza do mundo.

Há 50 anos atrás, o Brasil já não era mais o mesmo Brasil.

Pela primeira vez, apresentamos ao mundo o país que sempre quisemos ser.

O Brasil dinâmico, progressista e democrático.

Democrático, porque mostramos que futebol não é apenas para as elites.

E, justamente dos rincões nacionais, vimos nascer dois dos maiores gênios da bola, que encantaram o mundo.

A partir daquele dia, há 50 anos atrás, deixaríamos para sempre nosso complexo de vira-latas.

E eles descobririam um país meridional que, pela primeira vez na história, conheceu o que denominam de orgulho nacional.

Segue abaixo o escrete de 11 homens responsáveis pelo feito. 

Garrincha, Didi, Pelé, Vavá, Zagallo e o preparador fóico Paulo Amaral)

 ( 

 

 

  

 

 

  (Acima, em pé: Djalma Santos, Zito, Bellini, Nílton Santos, Orlando e Gilmar; Abaixo, agachados: Garrincha, Didi, Pelé, Vavá, Zagallo e o preparador físico Paulo Amaral).


A Volta dos que não Foram

Junho 30, 2008

Na ressaca do domingo, presto uma homenagem à galhardia e ao ócio.

Ponho letra e música do guru espiritual de muitos: Marcondes Falcão, o rei do brega cult.

Na mais elucidativa canção dos últimos tempos.

Segue abaixo a letra e posterior música, para deleite dos ouvintes.

Enjoy it!

A Volta dos Que Não Foram

Pedro Alvares Cabral usou
Irapuã Lima experimentou
Chico Lopes adorou

Juscelino Kubitschek apoiava
Getúlio Vargas também gostava
Carlinhos Ferreira adimirava

Zé Maria crocodilo dá o maior valor
Hebe Camargo não usa mais
Sílvio Santos usou muito quando era rapaz

Oh oh oh oh

Zé Limeira modificou
Reginaldo Rossi adotou
Raimundo Soldado recusou

Bete Cuscuz aprovou
Walter Tijupina utilizou
Pedro de Lara rejeitou

Manézinho do pisco usava demais
Rita Cadilac trás na lembrança
Emereciano usava quando era criança

Oh oh oh oh

Mané Felismino provou
Genival Lacerda não gostou
Gugu Liberato dispensou

Bartô Galeno usou uma vez
Valdeci Araéjo estranhou
Ferreira Filho reprovou

Deodoro da Fonseca tinha três
Raimundo Cabeludo era chegado
Zé Ramalho usava quando era soldado

Oh oh oh oh

05-a-volta-dos-que-nao-foram( CLIQUE DO LADO ESQUERDO PARA OUVIR)


Kim Phuc, Mickey Mouse e Ronald McDonald

Junho 28, 2008

                  Voltando a postar no blog e com a pretensão de iniciar uma nova fase pro Pior é a Guerra – inscrição no wordpress.com, layout de apresentação, entre outros – está decretado o retorno oficial, depois de longos meses.

                  Apresento-lhes o novo layout do Pior é a Guerra: uma, diga-se de passagem, revisitação da famosa foto pacifista retratada nos anos 70, com a garotinha vietnamita Kim Phuc fugindo dos bombardeios estadunidenses em sua vila natal.

                 A revisitação traz Mickey Mouse e Ronald McDonald – ícones do imperialismo cultural dos EUA – de mãos dadas com Kim Phuc. A foto, de forte impacto, pode gerar diversas interpretações – do mau gosto até a crítica contra o imperialismo.

                De todas as interpretações, prefiro a visão pacifista dos anos 70 e acredito que a imagem atual inserida no layout transmite essa visão também, até como uma sugestão de explicar o nome deste blog, que parte estritamente da visão pessoal do blogueiro.

               Agradeço, de antemão ao amigo Márcio , dono de um blog bastante promissor, por ter me ajudado com o layout deste blog.

              O autor da  gravura é um brilhante grafiteiro inglês, da cidade de Bristol, de pseudônimo Banksy. Provavalmente, um dos grandes artistas do novo milênio.

Saudações.

Ygor Brandão

                 


Teste pelo wordpress

Junho 16, 2008

Novo endereço.

Novos comentários, posts e novidades mais à frente, no mesmo dia.

Agora vai!!


Semanário

Dezembro 4, 2007

Retornando às atividades do blog, depois de dias estafantes e pouco cronometrados – acho que dormi além da conta e combinei pessimamente. Sem contar com a falta de inspiração – esta inimiga de sempre para todo blogueiro que não tem de trabalhar sob pressão, como é meu caso, por exemplo.

Pois bem, inauguro isto que poder-se-ia chamar de um “Semanário” – acho que a palavra nem existe, mas permitam-me criar um neologismo.

É algo, digamos assim, sobre as impressões da semana. Ou o que foi mais ou menos relevante pra se tratar sobre ela.

Desta forma, começarei.

Terceiro Mandato

Nunca, de 10 anos pra cá, um estadista latino-americano havia causado tanta discórdia ideológica quanto Hugo Chávez. Os avanços sociais da Venezuela – que, cumpre salientar, cresceram gradualmente nos anos chavistas, não respaldam, por si só, a sua política. As constantes acusações da mídia venezuelana de oposição e da conservadora internacional fazem questão de apontar o caráter truculento de Chávez – o que de todo, não está errado.

O plebiscito ocorrido na Venezuela este domingo passado, que, dentre outras medidas, promovia a reeleição presidencial de caráter vitalício, veio aportar na mídia tupiniquim – em associações supostamente “perigosas” do presidente Lula com o colega venezuelano – nas quais a mídia do Sudeste aponta, com irritante frequência, o perigo de um terceiro mandato para Lula na proposição de sua reforma política.

Balela pura. A imprensa cumpre esse malfadado papel de manipular informações. Não há nada que se incline para um terceiro mandato. O que se quer é o escrutínio público de nosso presidente, que agrade a todos ou não, em perto de oito anos de mandato, não indicou em nada alguma manifestação anti-democrática, que merecesse o temor disfarçado de seus opositores. Alguém encontrou arbitrariedades ideológicas? Então que as prove veementemente. Não as manipule.

Historicamente, me recorda o temor “comunista” de Jango meses antes do Golpe de 64.

A Função Social é um Roubo

Não, não sou eu que afirmo isto. É a Revista Veja, na edição da semana passada, querendo esquecer todo um passado do Estado Democrático de Direito, previsto na Constituição de 1988, destacando, em prol dos ruralistas ( a quem mais, caspita?) a necessidade de continuidade das propriedades improdutivas. Pois é: a função social da propriedade – princípio basilar dos direitos fundamentais emanados da Constituição da República Federativa do Brasil, é um roubo, aos olhos da Veja. Mandem a família Civita e o grupo Marinho promover uma nova reforma da Constituínte, pois sim?

Rebaixado

Corinthiano só presta se sofrer. Não tem outro jeito. Com 9 anos, comecei a torcer pelo Corinthians na final contra o Palmeiras, em 1993. Perdemos. Desde então, nunca mais me separei da mística e da sina dos mosqueteiros. Até estranhei o brasileirão de 98, 99 e 2005 e o mundial de 2000. Não tinha graça pra mim torcer por um time vencedor. Faltava alguma coisa: um quê das minhas memórias de infância, acostumadas com um Corinthians morrendo na praia.

Reencontrei o Timão em 2007 e rememorei tempos de outrora – na época em que eu era católico e pagava promessa pro time do Parque São Jorge ser campeão (sim, já fiz isso). Desta vez, foi parecido , mas o homem que foi menino envelheceu(apud Fernando Pessoa) e já não enxergava com brilho o fanatismo pelo seu time de coração. O que restou, somente, foi uma sensação estranha, a qual não conseguirei descrever neste post, nem como tantos outros corinthianos Brasil afora. O consolo que resta é acompanhar o timão aqui por Natal mesmo – torcendo a favor, contra o ABC e contra, num duelo contra o Mecão (meu time de coração por aqui).

Evoé, série B à vista.

Álbuns da semana

Por fim, a ressurreição de um post esquecido há tempos. Desta vez, destacando álbuns que escutei na semana.
Semana esta do Carnatal – carnaval fora de época da cidade que não presenciei, aliás, não presencio há tempos. Não tenho nada contra a festividade – pelo contrário, acho até um meio válido de escapismo e curtição desenfreada. Mas nos 4 dias desse evento, fiquei em casa e escutei estes albuns, bem mais agradáveis aos ouvidos do que os “u-lê-lê-lês” e os “ae-ae-aôs” :


London Calling – The Clash

Músicas de revolta(“Hateful”, “London Calling” e “Death or Glory”), memorialistas ( “Spanish Bombs”), Flerte com rockabilly(“Brand New Cadillacs”), jazz ( “Jimmy Jazz”), reggae ( “Rudie Can’t Fall” e “The Guns of Brixton”). E todo o mais ingrediente necessário para escutar a sempre mais original e envolvente banda punk da história.


Cartola(1976) – Cartola

“As Rosas Não Falam” é o carro chefe. Mas a redescoberta de Cartola após anos de ostracismo recompensaram-no com discos brilhantes como este de 1976. Tem mais música, é claro:”O Mundo é um Moinho”, “Minha”, “Sala de Recepção”, “Senhora Tentação”, “Cordas de Aço”. Acompanhadas com cerveja, peixe frito e uma roda de amigos então, é uma beleza.


Fables of Reconstruction- REM


Afirmo que a banda de Michael Stipe, Mike Mills e cia. é o melhor grupo dos anos 80. A regularidade das músicas nessa fase áurea muito antes, ainda, dos também bons álbuns “Out of Time( da malhada “Losing My Religion”) e “Automatic For The People”, da fase noventista. “Fables of Reconstruction” , de 1985, é o melhor álbum da fase já citada, destaquem-se “Felling Gravity’s Pull”, “Maps And Legends”, “Driver 8″, “Life and How to Live It”, “Can’t Get There from Here” e “Kohoutek”, além da brilhante “Green Grow The Rushes”.


Mata Virgem – Raul Seixas


“Você é um pé de planta que só dá no interior”,trecho da música homônima a este álbum de 1978. Raulzito sempre foi versátil. Da sua veia roqueira, despertam ainda o resgate regionalista de “Mata Virgem”, o misticismo de “As Profecias”, o brega-cult de “Planos de Papel”, o pop abaionado de “Pagando Brabo”, dentre outras variedades. É um álbum de minhas recordações de infância, durante as prolongadas viagens pelo interior do RN.

Encerro, por fim, e boa semana a todos.





Blog do Eu Sozinho

Outubro 23, 2007
O Google Analytics, ferramenta da qual me utilizo para notar o nível de frequência de visitas que fazem ao “Pior é a Guerra!!!”, destacou uma coisa curiosa esse fim de semana.

Clique na imagem pra ampliar

0(zero) visitas de sexta a domingo. É como algum daqueles candidatos a vereador que não recebem voto nem da mãe,tá ligado? (minha mãe não acessa meu blog, de fato…hehe,mas…)

O pior é que no longo período de setembro e outubro que fiquei sem postar, não ficava no zero. Tinha ao menos uns 4 gatos pingados todo dia pra marcar presença.

Acho que o macete é deixar no abandono mesmo. :P


O Homem que Desafiou o Diabo (2)

Outubro 18, 2007

Como todo bom filme deve ser coeso, não dá pra apontar em cenas isoladas de “O Homem que Desafiou o Diabo” um requisito pra merecer toda a obra.

Mas devo ter exagerado em algumas coisas. Na verdade, a cena em que aparece Hélder Vasconcelos – ex-integrante da banda pernambucana Mestre Ambrósio, no papel do Cão Miúdo, vale pela gestualidade folclórica com que o sujeito encarna o coisa ruim.

Lembro de dois shows de Mestre Ambrósio que presenciei em um só final de semana de 2001, em São Luís-MA, em que Hélder encarnava uma velha, conhecida pela tradição popular, como “Usina”. “Usina” é a música homônima do grupo, uma velha que teve dez filhos de uma vez só e, com o passar dos tempos, cada qual padeceu por não ter dado certo na vida.

A performance de Hélder como a velha era fantástica – é pena que não tem registro no YouTube – com uns trapos velhos e com uma corcunda disfarçada, chamava os homens do palco pra dançar por tiração de onda. De certa forma, tem uma imagem da “velha”, num desses shows do Mestre Ambrósio já captados.

Saudoso Mestre Ambrósio. Seria bom a sua volta.