Agonia Vermelha

Está acertado o seguinte.

A cada dia seguinte a um jogo do Mecão, serão publicadas postagens desta série criada no dia de hoje, intitulada como “Agonia Vermelha”.

Servirá para marcar uma linha demarcatória, a partir de agora até o último jogo do América no campeonato(espero até lá já não ter passado pela agrura do rebaixamento).

Esta linha demarcatória servirá para coletar impressões do glorioso Dragão e de sua torcida e até aonde chegaremos na Série A (que por ora, tá mais inclinada pra B).

O pesado fardo da profissão de torcedor americano adquiriu um certo tom lírico diante da provável ameaça de rebaixamento. Este blogueiro sentiu os brios ferverem no último sábado, ao lado de cerca de 14.000 pessoas, num Machadão ocupado pela metade. Confesso que a tremulação da bandeira americana com a do estado do Rio Grande do Norte (esta a qual hasteei no intervalo do jogo)me fez sentir mais torcedor do que nunca, numa percepção extraordinária, que me fazia vibrar e sofrer junto aos demais presentes.

A alegria do primeiro tempo contrastou com a tristeza do segundo, no qual um América apático se entregava no jogo ao atual campeão mundial: O Internacional de Porto Alegre. Em questão de poucos minutos, a euforia cedeu lugar à consternação de mais uma derrota em casa e – só derrota,amigo, é duro de suportar.

Parecia que o América jogava fácil (só parecia)e sentimos, diante da fragilidade da zaga, apesar do 3-5-2 bem arquitetado por Marcelo Veiga, a falta de objetividade de nosso time e a limitação de muitos de nossos jogadores, guardadas, em boas exceções, por três grandes figuras: o baixinho Arlon, o conterrâneo Souza e o paredão Renan(este último nos poupando de levar uns dois gols a mais).

Mas como três andorinhas apenas não fazem verão, tivemos que segurar mais uma vez esse bagre. Um terço das derrotas sofridas pelo América se deu em casa, num percentual lastimável de 100% – o que nos faz entrar em descrédito e desolação diante das intenções alvi-rubras no campeonato.

A gozação da torcida abecedista, que respira um ar mais turbulento com cheiro de Série C e Frasqueirão, diante de um resultado de 4×1 sobre o obscuro Vera Cruz de Pernambuco, serviu pra acirrar ainda mais os ãnimos das duas torcidas da cidade.

Não defendo, inclusive, a pretensa rivalidade. Acho louvável, até, uma possível união em prol de um bem maior: o futebol do nosso estado. Ou vocês pensam que, em Pernambuco, Rio Grande do Sul, Ceará, Minas Gerais e alguns outros estados da nação há a torcida contrária ao time rival para uma derrocada ainda maior? Penso que não. Apesar de não quererem demonstrar a torcida pelo time rival, não é verdade que queiram provocar a sua derrocada, até porque não é saudável para o futebol do estado representante e nem para a própria qualidade dos confrontos nos estaduais.

Pois bem, o próximo confronto será contra o Atlético-MG, na quarta, time este sobre o qual tivemos uma de nossas batalhas mais épicas, culminando num 2×2, em pleno Mineirão lotado, no ano passado, e que garantiu a vaga para a Série A deste ano.

Próxima quinta, teremos mais um “Agonia Vermelha”, e algumas considerações sobre as circunstâncias do jogo e da situação do América, na ótica deste torcedor. Quando me couber, num momento oportuno(ou inoportuno), falarei do ABC também.

Até.

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